Na semana em que a Seleção enfiou 4 a 1 no Uruguai, calando o lendário Centenário, a despudorada CBF, em conluio com as federações, aprovou um novo estatuto sem a presença dos clubes.
As 27 federações valem 81 votos (peso 3); os 20 clubes da Série A, 40 (peso 2) e os 20 da Série Série B, 20 (peso 1). Temos federações 81 x 60 clubes.
É uma pouca vergonha que o voto dos clubes, que sustentam as federações, tenha peso menor.
Com deslavada cara de pau, um dirigente da CBF rotulou a conspiração como democrática. Como se vê, a política do futebol em nada perde para a partidária.
Sanguessuga do futebol nacional, a CBF deveria ter sido varrida do mapa vai tempo.
O Terra traz reportagem assinada por Silvio Barsetti que leva o título de “deputado diz que CBF fez manobra ilegal contra clubes”.
A matéria diz que “o relator da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (LRFE), o deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ) disse que a CBF “deu um golpe e cometeu uma radical ofensa ao espírito que norteou a elaboração da lei”, ao realizar assembleia na quinta (23), para alterar seu estatuto, sem a participação dos 40 clubes das Séries A e B do Brasileiro.”
Ele já entrou em contato com a Consultoria da Câmara Federal “para impedir o retrocesso”.
Estou esperando ansioso pelo manifesto dos presidentes de clubes. Minha intuição diz que devo esperar sentado. Ou berram agora, ou se calem para sempre.
