Transcrevo trechos da coluna de 18 de dezembro de 2002.
“Quero estar equivocado, mas minha primeira impressão é esta: com esta fórmula de pontos corridos, não veremos um time gaúcho campeão brasileiro nos próximos cem anos.
O futebol coitadista, que deveria se agarrar ao formulismo como salvação, entregou suas armas no Rio.
Volta com a credencial de figurante. Este Brasil eternamente colonial copia uma fórmula como se vivêssemos na Itália, Espanha, Suíça, recebendo 7 mil dólares mensais, podendo pagar 40 dólares o ingresso, dispondo de estádios moderníssimos e importando craques.
Meu Deus! Não pode ser que Fernando Carvalho não perceba que este formulismo era a igualdade para desiguais, a última esperança dos colorados entregues à enfermaria financeira.
Que o São Paulo lutasse pela extinção do formulismo é compreensível.
Mas jamais poderia ter o Inter como um ferrenho aliado.
Obino nem precisou assumir a presidência do Grêmio para perceber as virtudes do 'mata-mata', este sistema eletrizante e que conquistou o país.
Acabaram com o que o Brasileiro tinha de melhor.”
A previsão que eu não fiz: o Brasileiro acabaria relegado, em segundo plano.
Ouça o torcedor nas ruas, nos bares: só fala em Libertadores e Copa do Brasil.
A ocupação média do Beira-Rio não chega aos 50%.
A da Arena é de 25%.
O foco todo está nas partidas de quarta-feira, pela Copa do Brasil.
O Brasileiro, quem diria, virou sobra.
A previsão que eu não fiz
O Brasileiro acabaria relegado, em segundo plano
