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Tivemos nesta quarta-feira mais uma rodada de negociações entre a Secretaria Estadual da Segurança Pública, o Comando-Geral da Brigada Militar e as direções do Grêmio e do Internacional sobre a segurança nos estádios. O secretário da Segurança, Airton Michels, afirmou que a intenção é retirar o policiamento militar dos jogos de futebol. “A proposta é de que a Brigada Militar não atue mais na segurança interna dos estádios”, disse Michels. O comandante-geral da BM, coronel Fábio Duarte Fernandes, falou que está em avaliação a minuta para um projeto de lei que o Governo pretende encaminhar à Assembleia, a fim de que os clubes disponham de agentes de segurança nos estádios ou firmem convênio com a Corporação para o ressarcimento do custeio do policiamento militar nos jogos. “O Estado gastou R$ 8 milhões com o futebol no Rio Grande do Sul em 2012.Precisamos que os clubes apontem alternativas para este custeio”. Ele entende que a FGF deve ser inserida no debate, pois se os grandes clubes alegam que é difícil arcar com os custos da segurança. Os presidentes do Grêmio, Fábio Koff, e do Internacional, Giovanni Luigi, se posicionaram contrários à saída da Brigada Militar dos estádios. Também justificam que o pagamento de segurança privada implicará em elevação do valor dos ingressos para os jogos, elitizando o futebol.