Amigos, eis uma verdade inquestionável:
quando o assunto é futebol, ou o brasileiro sofre da síndrome do coitadismo ou é um ufanista para lá de exagerado.
Vejam o que diz o economista Cesar Grafietti:
“Ainda sobre direito de transmissão no futebol, enquanto isso, no Brasil, parece que vivemos numa bolha, imune ao que se passa no mundo. Ainda se vende a ilusão de que a o Brasileirão vale muito mais do que a Globo paga.... Forte União resolveu seguir a “tendência” europeia e os clubes venderam 20% das receitas futuras de transmissão, acreditado que elas duplicariam no Brasil.”
A Liga Forte de Futebol sonha em arrecadar bilhões por um Brasileirão onde as principais atrações são jogadores colocados de lado, escanteados, pelos principais times da Europa.
Cometendo uma verdade exagerada diria que o produto que fica no Brasil é de segunda categoria, a carne de pescoço.
O filé mignon é exportado.
Nem a Seleção serve mais como chamarisco.
A principal é uma vergonha.
A sub-23 uma vergonha ainda maior.
A pátria não está mais de chuteiras.
Anda descalça.
VERGONHA
Em muitos momentos pensei em desligar a TV.
Ver aqueles meninos tão descomprometidos, aquelas cabeleiras tão alinhadas, aqueles sorrisos alienados, de quem vive numa bolha, quando o momento pedia fúria, indignação...
A Seleção provocou apenas um sentimento: vergonha.
Melhor não estar em Paris.
Melhor cair para a Argentina.
A pátria descalça e sonhadora
Amigos, eis uma verdade inquestionável: quando o assunto é futebol, ou o brasileiro sofre da síndrome do coitadismo ou é um ufanista para lá de exagerado.
