Em 15 de janeiro de 2001 o Correio do Povo amanheceu com a seguinte manchete:
“PSG já tem pronto o anúncio oficial.
Clube francês divulga oficialmente nesta semana contratação de Ronaldinho.
Grêmio apresentará proposta para renovação”.
Especulava-se que o atleta poderia render 80 milhões de dólares.
Em 1999 o então presidente Guerreiro mandou colocar na frente do Olímpico uma faixa com os dizeres “não vendemos craques”.
Não vendeu.
O jogador saiu por um valor irrisório.
Naquele tempo os clubes se preocupavam com a renovação quando faltavam seis meses para o fim do contrato.“A preocupação hoje começa um ano e meio antes” diz um dirigente gremista.
Perguntei ao empresário de Luan, Jair Peixoto, se havia alguma chance do atacante não renovar com o Grêmio: “Ninguém pensa nisso.
Nem o Grêmio, nem nós.”
A resposta é quase um despiste.
O repórter Rafael Peruzzo ouviu o vice de futebol do Grêmio, Odorico Roman, sobre o assunto:
“Já estive mais pessimista”.
Luan é hoje um cheque em branco quando se aproxima a abertura da janela de transferências.
Jair Peixoto sobre se há proposta do exterior por Luan:
“Não falo sobre isto”.
Roman: “Vamos esperar junho”.
O atual vínculo do atacante Luan se encerra em setembro de 2018 e as tratativas buscam uma prorrogação até dezembro de 2019.
Em março de 2018 ele já poderá assinar com outro clube. Intuição: o Grêmio terá que abrir a guaiaca para renovar.
Obviamente que quanto mais demorar o acerto, mais aumentarão as especulações.
