Nelson Rodrigues disse em uma das suas crônicas que “o patético de nossa época é que o passado se insinua no presente e repito: a toda hora e em toda parte, a vida injeta o passado no presente”.
Eis que vou montar a minha seleção do Gauchão (com base em Grêmio e Inter) e lembro de Milton Ferretti Jung, a voz do rádio, um ícone do radialismo brasileiro.
O debate corria solto no Terceiro Tempo da Rádio Guaíba quando nós da bancada fomos convidados a montar a seleção do regional de 2000.
Milton Ferretti Jung surpreendeu a todos com sua escalação:
Tite de cabo a rabo, ocupando as 11 posições.
Tite nem entrara em campo. Fora o comandante do campeão Caxias.
Dezoito anos depois eu poderia repetir o companheiro
Milton escalando Renato; Renato, Renato, Renato e Renato....
Minha seleção tem 10 jogadores do Grêmio e um do Inter:
Marcelo Grohe; Léo Moura, Pedro Geromel, Kannemann e Cortez; Maicon, Arthur, D’Alessandro e Ramiro; Luan e Everton.
Já vivi momentos em que foi difícil escalar algum jogador do Grêmio para integrar o selecionado doméstico. A gangorra virou e hoje só encontrei espaço para escalar D’Alessandro do Inter.
Monte a sua seleção.
A FGF envia sempre um formulário para a escolha da seleção do regional.
Não preencho.
Motivo: a TV só passa partidas dos times do Interior quando encaram Grêmio e Inter ou quando jogam Brasil e Juventude.
Não me sinto em condições de avaliar jogadores que vi uma ou duas vezes.
Meu selecionado tem como base Grêmio e Inter.
Teve peso na escolha da minha seleção o fato de o Grêmio estar encaixado.
Os jogadores crescem de rendimento. Alguns bons jogadores do Inter foram preteridos porque até agora o treinador não encontrou uma posição ideal para eles.
Vejam: Patrick e Edenílson são volantes ou seguirão numa função mais adiantada?
