Hiltor Mombach

A sorte como companheira

A sorte como companheira

Leandro Damião ganhou elogios do treinador Mano Menezes: "Temos muitos atacantes, então precisamos encontrar algum com características um pouco diferentes para a posição. O Leandro Damião se encaixa em uma família rara de atacantes de área, dessa que você não encontra no futebol brasileiro".

Ganhou ainda destaque em quase todos os jornais da Europa. Ele que está na Seleção Brasileira que hoje encara a Escócia.

Leandro, que no ano passado estava no Inter B. E que começou esta temporada no time principal porque o titular, Alecsandro, não engrenou, ficou marcado pelo torcedor e parou no banco. E também porque Sobis precisava recuperar a condição física. Leandro marcou 13 gols, mostrou ser um estupendo cabeceador e foi convocado para o selecionado por conta dos problemas físicos de Alexandre Pato e Nilmar.

Leandro Damião me parece ser mais do que um bom jogador: trata-se de um atleta. Seu porte físico aponta para isto. Tem uma vida regrada. Tudo o que ele precisava era de um pouco de sorte para ascender. Teve muita. Diz o ditado que a sorte só ajuda os bons. Não sei. Sei que ajudou Damião.

Vai algum tempo, um clube brasileiro tentou contratar Leandro. Pagaria pouco mais de R$ 1 milhão. Hoje, ele vale quase 50 vezes mais. Sorte, e competência, do Inter em não negociá-lo.