Assistindo ontem Palmeiras e Inter voltei no tempo.
Eu tinha um radinho Mitsubishi e ouvia narradores comentaristas indignados toda vez que Inter e Grêmio jogavam em São Paulo contra o Palmeiras, principalmente, dando conta de que ora um, ora outro, eram operados sem anestesia pela arbitragem.
Aos 44min do primeiro tempo o atacante Nico López invadiu a área e sofreu falta de Diogo Barbosa.
Até os quero-queros de Constantina viram pênalti. A arbitragem não viu ou fez que não viu.
Aos 27min finais Damião recebeu passe em posição legal e guardou.
Seria o gol de empate.
Mas o lance já havia sido anulado por impedimento.
Com esta os quero-queros de Constantina foram dormir.
Já sabiam o desfecho: lá o Inter não empataria.
Não ontem.
Tenho umas teses meio malucas e sou assumidamente adepto da teoria de que quando o assunto é bola conspiram contra o RS.
Afinal, moro em um estado que despenca do mapa do Brasil.
Minha tese é a da compensação tardia O abonado Palmeiras da Crefisa estava por entrar em crise, deflagrada por um pênalti marcado e depois sonegado contra o Corinthians na final do Paulista. O Corinthians (caiu a inflação? É pênalti para o Timão!) levou a taça.
Os tempos mudaram.
Hoje operam com transmissão ao vivo.
O Corinthians tem força política.
Minha intuição diz que se a final do Paulistão fosse entre Palmeiras e Ponte, por exemplo, a penalidade seria marcada e mantida.
O Palmeiras tem força política.
Os do Sul jamais conheceram esta força.
Mais: fica fácil debitar a derrota ao mau momento do Inter.
Pontualmente ontem o time esteve bem.
