Hiltor Mombach

A turma que vai a reboque

Os clubes de futebol brasileiros seguem a regra de que quem pode mais, chora menos.
Ou não chora. Flamengo e Corinthians não choram suas gordas cotas de TV.
Com apoio da CBF e Globo, podem mais.
A turma que vem a reboque chora mais porque acha que pode menos.
Como quem não chora, não mama, a turma do reboque não mama e fica mais raquítica a cada ano.
Quem ganha além dos dois clubes?
A Globo.
Fosse unidos, os clubes brigaram todos por mais grana.
Mas nunca houve união.
Nem em 1987, quando da criação do Clube dos 13.
Ali a CBF abdicou de organizar o Campeonato Brasileiro por falta de recursos.
Ali os clubes poderiam ter criado a Liga Brasileira de Futebol Profissional.
Ficou no papel, no sonho não realizado.
Mas está se criando um caldo para a turma do reboque.
Romildo Bolzan Jr. foi chorar as pitangas no ombro do homem forte da CBF, Marco Polo Del Nero. Quer as fatias do bolo mais equilibradas.
Nero não vai colocar fogo nesta questão pois está a reboque da Globo.
Mas se Romildo  tiver apoio de Cruzeiro, Inter, Atlético Mineiro, Fluminense, Vasco... as coisas mudam.
Não há futebol pela TV sem time de futebol e não há Brasileiro com Flamengo e Cruzeiro apenas.
A turma do reboque não sabe da sua força.
Unida, monta uma Liga se quiser.
Desunida, segue como está.
A reboque.