A TV COMO RECURSO
Hiltor: Irlanda (que não foi a Copa devido ao gol de mão) e Inglaterra (que caiu com aquele fiasco do Larionda) FORAM CONTRA A ADOÇÃO DE TIRA-TEIMA ELETRÔNICO NO FUTEBOL NA ÚLTIMA REUNIÃO DA INTERNATIONAL BOARD !!! Ah ! Ah ! Ah ! Agora foram prejudicados, como o México hoje. Não está na hora do futebol começar a se modernizar ? Que fiasco esta arbitragem !!!
Abraços, Fernando Guimarães.
Fernando. Escrevi dezenas de colunas sobre o assunto. Reproduzo uma.
Os árbitros foram alçados a uma curiosa posição: possuem poderes divinos na decisão de uma partida de futebol, mas, em caso de erro, podem invocar sua natureza de humanos. Para tornar um árbitro menos divino e mais humano deveria se retirar dele o poder de interpretação. Árbitro nenhum poderia interpretar a regra. Nem deveriam haver regras para serem interpretadas. Que clareza há na regra do impedimento se a regra dá ao árbitro o poder de interpretar se um jogador está ou não interferindo no jogo? Que clareza há na regra do pênalti se o árbitro define se houve ou não intencionalidade no toque com a mão? Nenhuma.
Há décadas ouço os dirigentes berrarem contra as arbitragens sem ter jamais ouvido um sussurro que fosse pelo uso da televisão em lances capitais. Os comentaristas de arbitragem já atuam nos estádios opinando depois de ver o repeteco do lance na TV. Qual a dificuldade em se escalar um auxiliar de arbitragem em uma cabina do estádio conferindo o jogo pela TV e se comunicando com o juiz e os bandeirinhas?
Só no final de semana, os árbitros erraram em quatro jogos pelo Brasileiro e, em três, tiveram participação decisiva no resultado. Não fosse a arbitragem, o Atlético-PR teria batido o São Paulo; o Goiás teria vencido o Santos; e o Grêmio teria cobrado uma penalidade contra o Atlético-MG. Três donos da casa foram beneficiados. Em Atlético-MG e Grêmio, o árbitro Seneme estava de frente para os lances nas duas áreas. O pênalti do Atlético-MG foi mais evidente do que o do Grêmio.
Por que será que não há um movimento dos grandes clubes pressionando pelo uso da TV? Esta é uma questão intrigante. Berram contra as arbitragens, mas parecem preferir a natureza humana dos árbitros, suas interpretações, à tecnologia infalível.
