Hiltor Mombach

A TV e o abismo das cotas

O Flamengo anunciou o seu orçamento para 2016. É de R$ 419 milhões.
Destinará R$ 32 milhões para investir em jogadores e estrutura e elevar o nível do grupo atual.

O orçamento do Grêmio é de R$ 222 milhões para a próxima temporada. O do Inter de R$ 327 milhões.
O Flamengo, que hoje recebe R$ 110 milhões/ano da televisão, passará a receber em 2016, e até 2018, R$ 160 milhões.
Ou seja, R$ 60 milhões a mais.
É a mesma cota do Corinthians.

Inter e Grêmio, que hoje estão no quinto grupo quando o assunto é cota da TV, ao lado de Cruzeiro, Atlético/MG, Fluminense e Botafogo, recebem R$45 milhões cada e passarão para R$ 60 milhões/ano.
Ou seja, R$ 15 milhões a mais.

Falei com Piffero sobre o assunto.
Ele acha que não há volta.


Não me disse, mas eu entendi assim, que a Globo está conseguindo o seu objetivo, espanholizar o futebol brasileiro, concentrando dinheiro e exposição em dois clubes, Corinthians e Flamengo.
Perguntei a Piffero se não havia como os clubes mais prejudicados se unirem, não aceitarem a renovação de contrato, inviabilizando o pay-per-view.
Não.
A maioria destes clubes precisam de qualquer migalha da TV para seguir sobrevivendo.