Hiltor Mombach

A TV e o abismo financeiro

Este é um trabalho feito pelos profissionais da Área de Crédito do Itaú BBA, baseado exclusivamente em informações públicas e sem que tivéssemos qualquer contato com os clubes para explorar eventuais dúvidas e aprofundar algumas questões.O objetivo é meramente informativo e tentamos apresentar aos Torcedores a visão de uma equipe técnica e multiclubística sobre a condição financeira dos clubes .

E o tema da Espanholização continua vivo.
Na tabela de

“Comparativos” apresentamos as Receitas com TV de cada clube e as comparamos com o que recebem Flamengo e Corinthians, além de comparar com a média. Notem que a diferença entre esses dois clubes e o terceiro (Palmeiras) é de cerca de R$ 30 milhões, o que num horizonte acumulado de 5 anos significará algo como R$ 150milhões, e garante, de certa forma, incremento de R$ 2,3 milhões na folha mensal de Pagamentos. Se compararmos ao décimo colocado, o Internacional, esta diferença já fica mais gritante e chega à casados R$ 50 milhões anuais, ou R$ 250 milhões em 5 anos, ou ainda a disponibilidade de adicionais R$ 3,8 milhões mensais. A diferença entre o primeiro (Flamengo) e o penúltimo (Ponte Preta) foi de 5,8vezes. Para se ter uma ideia de comparação, na Alemanha a diferença entre o maior (Bayern) e o 18º ( Greuther Fürth) é de 2 vezes e em relação ao 9º (Sttutgart) é de 1,3 vezes, dados referentes àtemporada 12/13.No acumulado de 4 anos é curioso notar que existem blocos de clubes que recebem Cotas muito parecidas, ou pelo menos num range que os aproxima.Pensar em estruturar o Futebol Brasileiro para ser mais competitivo e equilibrado passa necessariamente por um maior equilíbrio nas cotas de transmissão esportiva pela TV. Afinal, se quisermos utilizarbons exemplos como referência, a Bundesliga deveria ser um deles.