Hiltor Mombach

A velha fórmula. De novo

Vou fazer uma confissão: eu não entendo nada de gestão de futebol.
Nada segundo os conceitos praticados pelos grandes clubes brasileiros.
Meus conceitos são outros.
Há coisas no futebol que a minha vã filosofia não alcança.

Vejam o Inter.
O clube está contratando.
Não ouvi uma palavra sequer dos dirigentes colorados sobre o aproveitamento de jogadores das categorias de base em 2016. Nenhuma.
Só ouço que estão desembarcando reforços vindos de fora.

As categorias de base custam mais de R$ 15 milhões/ano para o Inter.
São cerca de 75 jogadores.
Muitos não sobem por falta de espaço.
São emprestados. Alguns, como Sasha, voltam. Outros, como Lucas Lima, vão brilhar em outros times.

Nesta temporada vieram de fora Nilton, Vitinho, Anderson, Léo, Lisandro López, Nico Freitas e Réver.
Aprovar mesmo, só Vitinho.
Ninguém brilhou mais do que Rodrigo Dourado.
De onde veio Dourado?
Depois dele, Valdívia.
De onde veio? Quando não esteve machucado, Sasha foi sempre um dos destaques.
De onde veio?

VOLANTES E ATACANTES


Há cinco volantes pedindo passagem.
O Inter já contratou um e vai em busca de outro.
Poucas coisas são tão amadoras nos clubes profissionais quanto a gestão de futebol.
Se com tantos jogadores nas categorias de base  não se encontra um volante em condições de jogar no time titular com grandes chances de aprovar, bem, então há algo de errado
E a fábrica de atacantes?
Sasha foi mandado para o Goiás, de onde voltou e vai bem.
Em tempo: os da base quase sempre são mais comprometidos com o clube.
Lembrando que da fábrica colorada de atacantes saíram entre outros, desde 2006, Pato, Nilmar, Rafael Sobis, Luiz Adriano, Walter, Taison, Leandro Damião em transações que renderam ao clube uma fortuna. Só com Pato e Damião foram cerca de R$ 100 milhões, 20 milhões de dólares (em 2006) por Pato e R$ 42 milhões por Damião.
O MESMO NO GRÊMIO


Rui Costa assumiu como executivo remunerado no Grêmio na gestão  Koff e segue até hoje. Desde que ele está no clube já foram contratados mais de 50 jogadores.
Fernandinho custou uma fortuna, Bobô estava livre e Vitinho veio do Guarani de Palhoça por empréstimo. Aqui vale o chiste: quem tem três, não tem nenhuma.


O TIME DE ESTRANGEIROS
Quantos estrangeiros deram certo desde 2013?
A lista é grande: Vargas, Barcos, Canavesio, Maxi Rodríguez, Riveros, Matías Rodríguez, Cristian Rodríguez, Braian Rodríguez e Frickson Erazo.
Em tempo sobre o chiste ao lado: quem tem três de fora acaba com um caseiro, no caso Luan, hoje entre os melhores atacantes do país.