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Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense passarão a ganhar juntos a partir deste ano R$ 390 milhões;ano da TV pela transmissão do Brasileiro, média de R$ 97,5 milhões cada. A dupla Gre-Nal, R$ 120 milhões, R$ 60 milhões cada. Inter e Grêmio tiveram média de 22.113 torcedores pagantes no Brasileiro de 2015 (o Grêmio de 25.248 e o Inter de 18.979). A média dos quatro do Rio foi de 17.381. O Botafogo disputou a Série B e foi abandonado pela sua torcida: apenas 9.337 de média. Sem o Flamengo (30.962) a média dos cariocas despenca para 12.854, quase 10 mil pessoas a menos do que a média gaúcha. Inter e Grêmio representam hoje 12.6% da venda de pay-per-view no país, média de 6,4%. Os quatro do Rio, 31,5%, média de 7,7%, mas aqui é preciso uma ressalva: sem o Flamengo, a média dos três cai para 5,4%. A venda de pay-per-view do Grêmio bateu nos 7,2% e foi superior a de Botafogo (3,8), Vasco (6,7%) e Fluminense (5,8%). Perdeu para o Flamengo, com 15.2%. No ranking das torcidas, o Grêmio tem 3% da fatia nacional (cerca de seis milhões de torcedores) e o Inter 2,8% (cerca de 5,6 milhões) numa média de 2,9% ou 5,8 milhões. Botafogo (1,7%), Vasco (3,6%) e Fluminense (1,8%) têm média de 2,3%. O Flamengo, com 16,2% (cerca de 32,5 milhões), puxa a média dos cariocas para 5,8%. O Grêmio é segundo colocado do ranking da CBF, atrás apenas do Corinthians. O Internacional aparece em 9º lugar. A posição dos representantes do Rio de Janeiro: Flamengo, 6º; Fluminense, 10º; Vasco, 11º e Botafogo, 13º. E estudo feito pela BDO Brasil em 2015 apontou o Grêmio como o quinto clube mais valioso do Brasil (R$ 590,1 milhões) e o Inter como o sexto (R$ 580,7). O Flamengo lidera (R$ 1,2 bilhão) encostado no Corinthians. O Vasco aparece em 10º (R$ 359 milhões), seguido por Fluminense (R$ 256 milhões). O Botafogo é o 12º, R$ 209 milhões. Numa coluna de 2012 escrevi o seguinte. “Em 2007, o C13 encomendou dois estudos para saber como deveria ser a cota de participação de cada clube. Num deles, o Vasco da Gama deveria receber 5,4% do total e o Santos, 4,9%. O Inter aparecia com os mesmos 5,4% do Vasco. Aqui reside minha síndrome do coitadismo. O que é que o Vasco da Gama, e vou me ater só ao Vasco, tem que Inter e Grêmio não têm para estar no segundo escalão, atrás apenas de Flamengo e Corinthians, recebendo entre 40% e 50% a mais do que a Dupla? Como aceitamos com nossa história, importância e títulos, ir a reboque, num humilhante e constrangedor terceiro escalão? Sem falar que Inter e Grêmio são os dois clubes com maior número de sócios no Brasil.” Para o consultor de gestão e marketing esportivo Amir Somoggi, o abismo na divisão de cotas dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro é culpa dos próprios clubes. Segundo o especialista, só há uma maneira de acabar com essa situação. “Enquanto não houver uma união de todos contra Flamengo e Corinthians, nada vai mudar. Os clubes assinam os contratos e, depois, não têm do que reclamar”, analisa o consultor. Somoggi relembra que, recentemente, clubes do futebol espanhol e italiano conseguiram uma divisão melhor das cotas graças a uma união entre eles. “Atlético, Cruzeiro, Grêmio, Internacional e outros clubes de grande expressão do futebol brasileiro tinham que sentar para conversar e iniciar um movimento. Sozinhos, eles têm muito menos força e vão continuar recebendo menos”, completa o consultor. Como ficarão as cotas. 1) Flamengo e Corinthians – de R$ 110 milhões para R$ 170 milhões (54%): 2) São Paulo – de R$ 80 milhões para R$ 110 milhões (37%): 3) Vasco e Palmeiras – de R$ 70 milhões para R$ 100 milhões (42%): 4) Santos – de R$ 60 milhões para R$ 80 milhões (33%): 5) Cruzeiro/Galo/Grêmio/Inter/Flu/Fogo – de R$ 45 milhões para R$ 60 milhões (33%): 6) Outros ex-integrantes do Clube dos 13 – de R$ 27 milhões para R$ 35 milhões (29%).