De um decreto lei de abril de 1941:
“Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatÍveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país.”
Só no fim da década de 70 foi revogada a lei que proibia as mulheres de jogarem futebol.
Começava ali uma nova jornada para a modalidade entre elas. Embora só em 1983 a modalidade foi regulamentada, permitindo que se pudesse criar calendários, jogar em estádios, nas escolas...
Com a icônica Marta o torcedor brasileiro descobriu, finalmente, que as mulheres não apenas jogavam, como jogavam bem.
Inter e Corinthians, neste domingo, no Beira-Rio, no primeiro confronto na final do Brasileiro, é mais um capítulo da história deste penoso caminho que o futebol feminino verde-amarelo vem trilhando. Foi a Conmebol que tomou a decisão de obrigar os clubes que desejam disputar suas competições no masculino a terem times femininos a partir de 2019.
A CBF seguiu o caminho.
Para deslanchar definitivamente, elas precisarão do seu apoio.
