Hiltor Mombach

A volta do vice de futebol no Grêmio

Síntese da proposta de emenda de Renato Moreira “ao estatuto social com alterações profundas na estrutura eleitoral e na própria estrutura de gestão do Grêmio”.
A proposta, já aprovada pela Comissão de Assuntos Legais, será votada em três etapas numa mesma sessão.
1) Unificação dos processos eleitorais e o aumento do mandato presidencial para três anos a contar de 2016, com eleições ao final do ano, estas já ocorrendo em 2014.
2) O restabelecimento do cargo de vice-presidente de futebol por indicação do presidente com assento e voz no Conselho de Administração (CA) sem direito a voto.
3) Redução dos vices eleitos ao CA, de seis para cinco.Dia 2 de dezembro haverá um debate no CD do Fórum dos Movimentos onde Renato Moreira  fará uma explanação sobre o tema.
A proposta - protocolada originalmente em 2009 - foi relançada como um dos principais compromissos de campanha da Chapa 02.
Neste momento, conta com a simpatia de vários movimentos e conselheiros.
Há uma boa expectativa de que possa ser aprovada na próxima reunião do dia 9 de dezembro.
É fundamental que o Grêmio volte a ter a figura do vice-presidente de futebol.
Foi com a fórmula estatutária antiga que o clube conheceu os maiores momentos de glória na sua história.


A PROPOSTA NA ÍNTEGRA



JUSTIFICATIVA DE PROPOSTA DE EMENDA ESTATUTÁRIA
Senhor Presidente do Conselho Deliberativo do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.
1. No ano de 2009 foi protolada proposta de emenda ao estatuto social com alterações profundas na estrutura eleitoral e na própria estrutura de gestão do Grêmio.
2. Passados quatro anos, nossa proposta ainda não examinada pelo CD, certo, no entanto, que há uma ampla reivindicação no corpo de associados, motivo inclusive de debates no último processo eleitoral, no sentido de que as eleições sejam unificadas a cada três anos, realizadas ao final da temporada desportiva, com a extenção do mandato da Diretoria para três anos.
3. Cuidamos, pois, de reapresentar a proposta original em formato simplificado, com as alterações básicas reclamadas por ampla maioria dos sócios.
4. Nesse sentido, esta proposta tem por objetivo principal a unificação dos processos eleitorais no Grêmio, de modo a propiciar um ambiente de maior estabilidade institucional.
5. Tradicionalmente um Clube fechado, o Grêmio passou a vivenciar um novo ambiente político a partir da emenda estatutária que introduziu a eleição direta para a Presidência, a primeira delas realizada em 2004.
6. Desde então diversas eleições se sucederam, sendo que a cada ano formam-se novos agrupamentos políticos entre associados e torcedores do Clube, todos almejando participar da administração do Grêmio.
7. Esse desejo de participação é obviamente salutar para a renovação da Instituição, que tem a possibilidade de colher novas ideias e obter um a extraordinária força diretiva advinda do corpo de associados.
8. Contudo, o calendário político eleitoral não está de acordo com essa nova realidade, pois, se de um lado o ambiente democrático propicia o surgimento de novos valores e a renovação da Instituição, de outro produz um natural desgaste decorrente das disputas cada vez mais acirradas.
9. Entre 2004 e 2012 já foram realizados nada mais nada menos do que 11 (onze) processos eleitorais, mais de um por ano na média, se consideramos as eleições para a Diretoria do Clube, para o Conselho Deliberativo e sua Presidência.
10. Em quase todos esses processos, salvo quando a eleição para a Diretoria esgotou-se na primeira etapa ou houve chapa única para a Presidência do CD, as disputas foram intensas, provocando os naturais desgastes entre os diversos grupos oponentes, por vezes inclusive com reflexos sobre o Futebol do Clube. E nisso o exemplo da última eleição ao Conselho de Administração é bastante claro, na medida em uma das principais pautas do debate passou a ser a permanência ou não do treinador da equipe, o que se revelou mais adiante um equívoco.
11. Nossa proposta visa a unificação dos processos de eleição para o CD e CA, que seriam renovados a cada três anos, ao final da temporada.
12. O período de três anos de mandato para o CA justifica-se pela necessidade de dar tempo suficiente a que a Direção realize o seu trabalho de modo planejado num ambiente que se pretende venha ser de estabilidade institucional, com grande parte dos gestores já profissionalizada, tendência que a cada ano ganha consistência.
13. As eleições voltariam a ser disputadas ao final da última competição, de modo a que o foco principal do Clube durante a temporada esportiva seja o FUTEBOL.
14. É, igualmente, reintroduzido o cargo do Vice-Presidente de Futebol, figura política do Clube à frente do Departamento de Futebol Profissional que, além de ter o status condizente com a importância de sua missão, volta a terparticipação obrigatória nas reuniões do CA. Participação esta que se mostra de fundamental importância para a boa gestão do Clube.
15. Cabe ressalvar, no entanto, que o VP de Futebol não será eleito, mas escolhido e – eventualmente demitido - ad nutum da Presidência. Em razão disso, participa das reuniões do CA, passando os relatórios necessários à boa gestão, mas não vota nas deliberações do Conselho eleito.
16. Com tais alterações, que obviamente poderão ser aperfeiçoadas no debate perante o CD, penso que teremos um ambiente político-institucional mais equilibrado no futuro do nosso Grêmio