Indecente, aqui, no sentido de “impróprio, que não é conveniente nem correto; repleto de inconveniência”.
Seria uma indecência propor que Abel treine o Inter nas rodadas restantes do Brasileiro em caso de tropeço, sábado, diante da Chapecoense.
Seria indecente colocar um treinador-estátua, icônico, amado pelo torcedor, como salvador da pátria novamente. Em caso de rebaixamento, respingaria num currículo de quem deu ao Inter uma Libertadores e um Mundial.
Indecente porque, em 2025, Abel resgatou o Inter do inferno e raios não caem duas vezes no mesmo lugar.
Indecente porque o time estará beijando o rodapé da tabela, talvez com 80% de risco de cair ou mais.
Mas, diante de uma campanha tão indecente, aqui no sentido e obscena, só uma indecência para evitar a tragédia.
