Aconteceu com o Santos o que se dizia que aconteceria com o Inter em 2006. O Santos levou uma tunda, um baile, desabou de quatro diante de um Barcelona infinitamente superior. Em 2006 se dizia que o Inter seria vergado com facilidade. Eu estava no Japão e assisti ao Inter despachar o Al Ahly com as calças na mão, assim como vi o Barcelona passear contra o América do México, aplicando 4 a 0 em ritmo de treino.
Os colorados mais otimistas achavam que daria, sim, que seria possível levar só 2 a 0. Aconteceu com o Santos o que se dizia que aconteceria com o Inter em 2006 e eu pergunto: porque não aconteceu com o Inter? Este Barcelona é dez oceanos melhor, mas não é esta a questão: se aquele Barcelona era tão ou mais favorito do que este por que em 2006 não fez valer o favoritismo?
O Inter marcou. E quando não pode marcar com Alex, Abel mandou a campo Vargas. Para marcar. Ceará marcou Ronaldinho. E como marcou! Índio marcou. Consciente da abissal diferença entre os dois times, o Inter teve a humildade de marcar. Mas Abelão, inteligente, deixou uma porta aberta para chegar ao gol, o contra-ataque. O Inter teve humildade, não medo. Muricy pareceu ter medo quando escalou três zagueiros. E eu que pensava que o Santos usaria do veneno do Barça, a ofensividade. O Santos começou a ser goleado antes mesmo de entrar em campo.
