Hiltor Mombach

AG quer vender sua fatia no Beira-Rio. Quem compra?

A Andrade Gutierrez tenta vender algumas das suas participações.
A empresa está envolvida na Lava Jato.
O presidente-executivo Ricardo Sena disse ao jornal Folha de S.Paulo, em entrevista publicada neste domingo, que o grupo está negociando aquisições nos setores de construção dos Estados Unidos e da Inglaterra ao afastar-se de obras públicas no Brasil, que arrastaram a empresa para dentro do maior escândalo de corrupção do países.
A AG tenta negociar sua parte no Beira-Rio.
A Holding Beira-Rio S/A ou apenas Brio S/A é a SPE (sociedade de propósito específico) criada no mês de junho de 2012 para comandar a remodelação do estádio Beira-Rio e vai administrá-lo pelos próximos 20 anos.
A Brio é formada por dois sócios: a Holding Andrade Gutierrez e o banco BTG Pactual, ou seja, a SPE É DE 50% de cada um desses sócios.
E tem escritório localizado próximo ao estádio.
A Brio é gestora do novo edifício garagem, das novas áreas de negócios do estádio e explora:
– o estacionamento no edifício-garagem;
– os 55 skyboxes ;
– Os 66 camarotes (do total de 70, pois quatro são do clube)
– AS 5.000 cadeiras VIPS (setor da antiga social) ;
– parte das cadeiras de todo o estádio (cerca de 15%) ;
São cerca de 7.000 lugares no estádio.,
O Street Mall;
OS 66 bares do estádio, e toda a gastronomia do complexto
– o Naming Rigths (se houver), e a publicidade do estádio
Os eventos no estádio
O Sunset Beira-Rio, espaço de gastronomia e entretenimento na esplanada do edifício garagem, com vista privilegiada do Guaíba.
O anfiteatro Beira-Rio, criado dentro do estádio, com capacidade para 15 mil pessoas.
O Inter já esteve interessado em comprar os ativos da Brio.
Parece não estar mais.
Os espaços nobres custam caro e o torcedor já mostrou não ter dinheiro.
Especula-se que o clube teria que pagar R$ 25 milhões/ano para comprar os espaços da Brio.
O clube tem média de 20% de ocupação do estádio Beira-Rio este ano.
Nem lota os setores mais baratos.
Em junho de 2016 a Brio tinha dívidas de R$ 270 milhões.
Em seu primeiro ano de operação, em 2014, foram R$ 17,190 milhões de prejuízo.
Em 2015 apresentou déficit de R$ 30,4 milhões, mesmo com aporte dos sócios (Banco Pactual e Andrade Gutierrez) de R$ 50 milhões.