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Antes da Copa fiz uma visita a Luigi que gentilmente me guiou pelo Beira-Rio. Conversa vai, conversa vem, perguntei se era verdadeira a fama que D’Alessandro carregava de intrometer-se em todos os assuntos do clube. Luigi disse que D’Alessandro, mesmo em férias, telefonava diariamente para saber das obras do estádio. Que o gringo era assim mesmo. Rasgou elogios ao comportamento do meia, me convencendo que estava ali um líder positivo, se é que isto existe. Jogadores assim são cada vez mais raros. Se isto é virtude ou defeito, não sei. Sei que D’Alessandro é um ídolo dos colorados pela sua evidente identificação com todos os assuntos da instituição. Questionado sobre uma confusão após o último Gre-Nal, D’Alessandro cometeu a seguinte frase: “Se cai um copo d’água aqui na Arena, a culpa é minha”. Ou seja, tudo é sempre culpa dele, do D’Ale. Um dos comentários do blogue sobre a contratação do novo técnico é assinado por Luciano, assim, sem sobrenome. Trecho: “Graças a Deus nos livramos dessas tranqueiras brasileiras que se acham a última bolachinha do pacote. Acho que antes ele (Aguirre) tem que fazer amizade com o dono do Inter, o D’Ale. Torço para que Aguirre dê certo! Mas convém o Celso Juarez deixar o celular ligado”. O rótulo de dono do Inter virou lenda urbana depois do episódio com Tite. Vai tempo. Ali, ele fez a fama.