Hiltor Mombach

ALEMANHA. SEM MAS

ALEMANHA. SEM MAS

A Alemanha estreou na Copa do Mundo com uma atuação de luxo. Aplicou 4 a 0 na Austrália sem fazer muito esforço. Mas o que se disse foi que enfrentou um rival modestíssimo. Registrei ter visto o futebol por lá engatinhando, quase amador, em 2000, quando fiz a cobertura dos Jogos Olímpicos, em Sidney. A seleção, pelo menos na estreia, teve a cara do amadorismo.
No segundo jogo, encarou a Sérvia. Perdeu por 1 a 0. O que se disse é que ali estava a verdadeira seleção alemã. Aquela que goleara na estreia só o fizera por ter enfrentado o adversário mais fraco do grupo. No último jogo da fase de grupos, uma vitória apertadíssimo sobre Gana, 1 a 0, e a sentença definitiva: a Alemanha não era o bicho.
No primeiro encontro da fase do mata-mata encarou a Inglaterra, outra seleção que desembarcou na África do Sul entre as favoritas. Goleada por 4 a 1. Mas, e havia sempre um mas cercando o selecionado, a Alemanha tivera ajuda do árbitro, que não marcara um gol legítimo dos ingleses quando o placar apontava 2 a 1. O confronto não teria sido diferente se ali fosse decretado o empate?
Agora os alemães golearam a Argentina, 4 a 0, e não há um mas, um porém, um no entanto. A goleada deu-se em virtude da imensa superioridade tática e técnica. Os alemães estão com tudo. Ninguém joga com eles. Mas, e há sempre um mas em tudo, isto não é garantia de título.
Mas, e retomo o mas, não há como não considerar, neste momento, a Alemanha como a maior favorita para levar o caneco, que seria o seu quarto. Jogou mais do que Espanha, Holanda e Uruguai. Aquela Espanha que vergou o Paraguai por escore mínimo terá que jogar muitíssimo mais para vergar os time comandado por Joachim Löw. Daqui para frente a Alemanha só poderá para um inimigo, para ela mesm