Caro Hiltor,
Gostaria que você publicasse o texto abaixo sobre o aditivo aprovado na última segunda-feira pelo Conselho Deliberativo do Grêmio. Desde já agradeco!
Como conselheiro do Grêmio, me sinto no dever de fazer trazer alguns esclarecimentos sobre o aditivo ao contrato do Projeto Arena, os quais eu peco que você, gentilmente, publique.
O aditivo votado na última segunda-feira, referente ao aumento de R$ 65 milhões no valor máximo do financiamento, não diz respeito apenas ao acréscimo de 4 mil cadeiras. Os fatores que foram considerados na criacão deste aditivo são, principalmente, os seguintes:
- Aumento da capacidade
- Construcão de uma sub-estacão de 69 KvA (apesar de estar sendo construída, também, uma de 13 KvA, conforme o contrato original)
- Colocacão de cadeiras rebatíveis em TODOS os setores do estádio (a FIFA aceita cadeiras fixas como padrão, e estas seriam colocadas pela OAS, que estaria assim atendendo ao caderno de encargos da FIFA, cumprindo assim o contrato)
- Aumento da área pertencente única e exclusivamente ao Grêmio (era uma área de cerca de 8,5 mil metros quadrados, passou para cerca de 12 mil metros quadrados)
- Melhorias que permitam ao estádio receber a certificacão LEED
- Construcão do CT
- Projeto, execucão e mobiliário da parte administrativa
O CT, projeto, execucão e mobiliário da parte administrativa ficam por conta da OAS, em troca dos incentivos fiscais recebidos pelo clube. Ou seja, não tem nada a ver com o financiamento. Importante ressaltar aqui, em relacão à tais isencões, que o Conselho Fiscal sugeriu algumas mudancas que serão acatadas. Uma delas diz respeito às isenções fiscais.
Ao final da obra, as isencões serão calculadas na sua totalidade e se for constatado que os investimentos da OAS em favor do Grêmio foram inferiores ao valor total das isencões, a OAS será obrigada a repassar isto ao clube em forma de OBRAS (pois o Grêmio não pode receber em dinheiro).
O aumento de R$ 65 milhões refere-se não apenas ao aumento da capacidade, também à construcao da sub-estacão e às melhorias para obtencão da certificacão LEED.
A sub-estacão custará, já instalada, R$ 14,2 milhões. Porém, cálculos estimam que a economia de energia pode chegar a R$ 200 mil POR MÊS.
As melhorias para obtencão da certificacão LEED custam R$ 25 milhões, mas estima-se que o clube economize até R$ 3 milhões POR ANO com tais melhorias (sendo 50% deste valor apenas com a reutilizacão da água captada através da chuva, que será utilizada para irrigacão do gramado e sanitários, por exemplo). Além disso, esta certificacão valoriza o estádio, aumentando o valor do naming rigths do mesmo.
A colocacão de cadeiras rebatíveis significa um custo de R$ 13 milhões. Em troca, o torcedor terá um maior conforto e o estádio mais qualidade.
Então, diminua dos R$ 65 milhões o valor da sub-estacão, das cadeiras rebativeis e do selo LEED e chegarás a um valor próximo de R$ 13 milhões.
Estes R$ 13 milhões que representam o aumento referente aos demais itens que eu citei na listagem no início deste post.
Portanto, eu até entendo que o torcedor Tales, colorado, se interesse em fazer cálculos acerca das melhorias do estádio do Grêmio. Mas ele deveria se informar melhor antes.
Ou, quem sabe, deveria se preocupar com o seu estádio! Afinal, o contrato deles com a AG ainda não saiu devido às inúmeras penhoras do Beira-Rio e à falta de garantias que o Internacional precisaria dar para a construtora!
Saudacoes tricolores
Giuliano Rossoni Vieceli
Conselheiro do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense
