Hiltor Mombach

Alvo da Polícia Federal, Reag tentou fazer negócio com o Grêmio para uso da Arena

A Reag, empresa que foi alvo da megaoperação que mirou eventuais envolvimentos para lavagem e ocultação de recursos do PCC tentou fazer negócio com o Grêmio.

A Reag, empresa que na semana passada foi alvo da megaoperação que mirou eventuais envolvimentos para lavagem e ocultação de recursos do PCC (Primeiro Comando da Capital) tentou fazer negócio com o Grêmio.
A Reag se aproximou do clube gaúcho tentando ampliar a concessão da Arena, que vai até 2033.
O clube não sabia da questão do PCC.
A Reag teria dito possuir experiência com o estádio Alianz Parque.
Na verdade, José Carlos Mansur, conselheiro do Palmeiras, é sócio da empresa Reag, e jamais fez negócio com o clube paulista.
O Grêmio fez uma rápida investigação e descobriu que a Reag tinha negócios com a Ferroviária de Araraquara (SP) e que pretendia transformar a Arena também numa casa de espetáculos.
Nem aceitou sentar para conversar.
A Reag comprou 2/3 da dívida da ArenaPoa junto ao Santander Brasil por R$ 40 milhões.
Depois transferiu os créditos para a Revee.
Isto em 2024.
Neste ano o empresário Marcelo Marques, provável próximo presidente do Grêmio, comprou os créditos da Revee pagando R$ 80 milhões.
Adiantou R$ 16 milhões e o restante, R$ 64 milhões, será quitado em nove prestações mensais.