Ameaça da Al-Qaeda aumenta alerta na África do Sul
Luiz Fara Monteiro / Correspondente do Correio do Povo em Johanesburgo
A notícia de que um militante do grupo terrorista Al-Qaeda estava planejando ataques terroristas contra as seleções da Holanda e Dinamarca, durante a Copa do mundo, aumentou ainda mais o nível de alerta das autoridades sul-africanas.
O militante preso esta semana por forças de segurança no Iraque é o saudita Abdullah Azzam Saleh Al-Qahtani, de 30 anos. Ele já havia sido detido por forças americanas em 2007, e foi liberado no ano passado. Desta vez foi preso por participar de uma série de ataques contra Hoteis em Bagdá, em janeiro, quando 36 pessoas foram mortas. Al-Qahtani também tomou parte na explosão de 5 carros bomba, matando 127, em dezembro. Outro terrorista que teria participado do planejamento dos ataques contra holandeses e dinamarqueses é o argelino Tarek Hassel Abdul Qader.
A polícia sul-africana informou que está investigando a veracidade das ameaças e que está tomando medidas para oferecer segurança às trinta e duas seleções e os cidadãos em geral. “Sempre temos dito que estamos preparados para qualquer ameaça à segurança e que não baixaremos nossa guarda”, disse o porta-voz do Ministério da Inteligência sul-africana, Brian Dube.
Em setembro do ano passado a Embaixada americana, em Pretória, e os serviços consulares ficaram fechados durante 4 dias, depois que agentes da CIA interceptaram conversas telefônicas em que terroristas da Rede de Osama Bin Laden, radicados na Somália, falavam sobre possíveis ações contra alvos americanos na África do Sul. Nem mesmo o sofisticado prédio do Consulado, em Johanesburgo, abriu. Depois que os serviços voltaram a funcionar, caminhões e viaturas da Polícia ficam estacionados 24 horas no portão principal.
A tática de revistas aos veículos que se dirigirem aos estádios durante o mundial é rigorosa, e vem sendo testada nos jogos amistosos dos Bafana Bafana. Na reestréia do técnico Carlos Alberto Parreira, no ano passado, todos os carros que se aproximavam do estádio Nelson Mandela Bay, em port Elesabeth, eram obrigados a subir numa rampa de metal para que policiais e cães farejadores revistassem o motor e o interior dos veículos. A revista durava cerca de 5 minutos e causou um princípio de congestionamento. “Estamos preparados para qualquer coisa, de onde quer que venha”, disse o porta-voz da Polícia, Nonkululeko Mbatha.
A assessora de imprensa da Fifa, Delia Fischer, disse que não comentaria qualquer tipo de ameaça, e ressaltou que segurança da Copa é de responsabilidade do país anfitrião.
