Hiltor Mombach

Analisando a decadência

A decadência do futebol gaúcho está escancarada. Basta ver os times europeus, Palmeiras, Flamengo e Atlético Mineiro para perceber como estamos atrasados"

Omar Selaimen atuou na comissão de ética do Grêmio quando do caso ISL.
Depois, convidado por Fábio Koff, passou um tempo no futebol. Saiu por vários motivos.
O principal talvez tenha sido não abrir mão das suas convicções. 
Omar jamais aceitaria funcionar como figura decorativa.
Também foi atropelado pela politicagem que pede, no futebol, que se vista perneiras altas, bem altas. 
O texto que segue é da sua autoria.
“A decadência do futebol gaúcho está escancarada. Basta ver os times europeus, Palmeiras, Flamengo e Atlético Mineiro para perceber como estamos atrasados.
Gasta-se muito, contrata- se muito, formamos jogadores bons, mas não conseguimos mais formar times competitivos .
Meio-campo. Aí está o grande problema. Qualquer time que quiser ter êxito deve ter um meio-campo que saiba jogar e saiba marcar. Os volantes devem saber marcar e distribuir o jogo. É a função dele, saber dar um passe, uma virada de jogo. 
Na dupla Gre-Nal o meio-campo é segmentado em volante que só marca e meia que só ataca. Existe um latifúndio, um grande vazio. Nada menos competitivo e atrasado do que criar espaços entre a defesa, o meio e o ataque.
Não existe futebol competitivo sem preparação física ao extremo, com zagueiros que saibam sair jogando, com um meio campo que marque e jogue e com atacantes que voltem para marcar.
Só talento, só marcação não bastam mais. 
Só para lembrar o Inter de 1975 tinha no meio campo 3 jogadores que sabiam marcar e jogar. Caçapava, Carpegiani e Falcão. Há meio século atrás praticava o mesmo sistema tático que o badalado Liverpool do endeusado Klopp.
O Grêmio do Felipão tinha Dinho, Goiano, Arilson (Emerson) e Carlos Miguel, Todos marcavam, todos jogavam
Que fizemos para involuir tanto?”