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Recebo e-mail dando conta do falecimento de Aureliano Calvo Hernandez, meu professor no Champagnat e na faculdade de Letras da PUC. Faleceu no dia 17, quando completei 63 anos. Vim garoto para Porto Alegre, trazendo na bagagem um português com sotaque alemão, que trocava, entre outras letras, o “p” pelo “b”. Não se conhecia ainda o termo bullying, só a prática desta praga. Aureliano me transformou numa espécie de orador oficial do Champagnat. Não é difícil imaginar o meu orgulho e como isto me ajudou. Depois, na hora do vestibular, recomendou que cursasse jornalismo, afinal havia trabalhado na rádio Garibaldi. Segui seu conselho. Minha dívida com o querido mestre Aureliano será eterna. Aos seus familiares, meus sentimentos.