Hiltor Mombach

AOS CONSELHEIROS FALTOSOS, O ESTATUTO

AOS CONSELHEIROS FALTOSOS, O ESTATUTO

 O Movimento Grêmio Independente (MGI) definiu sua nova diretoria. Por aclamação, o presidente Milton Camargo foi escolhido para seguir mais um ano à frente do grupo. No ano passado, Camargo concedeu entrevista ao site do MGI (http://sempreimortal.wordpress.com). Perguntado sobre o motivo de não ser aplicado o estatuto aos conselheiros faltosos, cassando seus mandatos, deu a seguinte resposta.
É muito difícil que alguém compre essa briga e tenha êxito. Na verdade, o restrito “universo” do conselho, apesar das divergências de “ocasião”, tem uma tendência natural de se autoproteger. No fundo, todos se conhecem, todos são amigos, todos têm algum (ou muito) prestígio, a maioria tem algum serviço prestado ao clube e não seria “conveniente” expor essa fragilidade do Conselho. Além do mais, no passado, o Grêmio sempre foi um clube em que os temas mais ácidos foram tratados como de economia interna. Logo, criou-se essa mentalidade, equivocada por certo, de contemporizar esses desleixos e desatenções aos próprios estatutos do clube. Acho que, de fato, isso só poderá mudar quando o torcedor insistir em pressionar (como começou a fazer) e a imprensa se sensibilizar com esse tema e emprestar relevância à omissão dos conselheiros que, por exemplo, faltaram às duas sessões que iriam decidir sobre a cláusula de barreira."
Sempre achei isto. Enquanto este quadro não mudar, o Conselho seguirá frágil. Em tempo: não apenas neste caso o estatuto não é aplicado. Há conselheiro que entrou na Justiça contra o clube e nada aconteceu. O estatuto prevê exclusão. Nada de novo para quem arquivou, sem ler, o relatório da Comissão de Ética sobre o caso ISL. Muito tenho ouvido nas últimas décadas de que está na hora de mudar. O Conselho gremista vem aplicando um ditado que certa vez coube ao futebol do Inter: muda, sim, mas não mudando.