Carlos Corrêa / Interino
Derek Brunson pode ser desconhecido do grande público, mas entrou no octógono no último sábado na condição de favorito, mesmo diante de Anderson Silva. O norte-americano era mais jovem (33 x 41 anos), mais forte e vinha num momento melhor. Só que não viu o brasileiro como adversário, viu como a lenda do UFC. E aí respeitou tanto que perdeu a luta. Para tudo há limite. No esporte, há limite inclusive para o respeito. Existe uma diferença entre a correção e o exagero e as consequências a médio e longo prazo podem ser o apequenamento. Tomemos dois exemplos a respeito do Inter que não parecem, mas estão intimamente ligados. No sábado, o meia Wágner, do Caxias, saiu de campo dizendo que o Beira-Rio é o seu salão de festas: “Dou a vida pelo meu time. Não posso fazer nada se eles não fazem isso pelo deles”. Veja bem, quem disse isso não foi um Romário, um Fred, um Renato Portaluppi. Foi o Wágner, do Caxias. Chegamos à segunda-feira e Valdívia, ao referir-se ao Princesa do Solimões, afirmou que é preciso atenção porque “eles são fortes”. O Princesa do Solimões. Que faz nesta quarta-feira o seu primeiro jogo oficial na temporada. Há um limite para o politicamente correto. Ninguém prega a arrogância ou o desrespeito, mas se os próprios jogadores e dirigentes no Beira-Rio não podem se esquecer do tamanho e da história do clube. Quando o próprio Inter passa a considerar o Princesa do Solimões um adversário forte, entende-se porque até mesmo jogadores pouco conhecidos se acham no direito de falar que o Beira-Rio é o seu salão de festas.
