Carol Portaluppi, filha do técnico Renato Gaúcho, "invadiu a Arena" logo depois da classificação sobre o Cruzeiro na semifinal da Copa do Brasil.
Nesta quarta-feira, o clube gaúcho foi julgado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e perdeu o mando de campo da segunda partida da decisão do torneio, contra o Atlético, em 30 de novembro, marcada inicialmente para a Arena.
Na verdade Carol entrou em campo ao final da partida.
Não houve invasão que atrapalhasse o encontro.
A punição é absurda, desproporcional, uma insensatez.
O Grêmio deve reverter.
O STJD vai pagar mico nesta.
O departamento jurídico do Grêmio não acreditava que o clube pudesse ser punido com perda do mando de campo:
“Não acredito que vai ter maiores consequências.
A pena para esse tipo de coisa é multa.
Não tem como fugir, ela estava ali.
Não deve passar disso.
A não ser se inventem uma coisa nova.
Tecnicamente, não tem como dar perda de mando de campo.
Em hipótese alguma”, revelou o advogado Gabriel Vieira no dia seguinte ao jogo.
O Grêmio apostava que seria denunciado pelos artigos 191 e 213, ambos preveem pagamento de multa.
O 191 versa sobre “deixar de cumprir, ou dificultar o cumprimento do regulamento, geral ou especial, de competição” e o 213 “deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir invasão do campo ou local da disputa do evento desportivo”.
Caso fosse penalizado, o Grêmio teria que pagar multa de R$ 100 a R$ 100 mil.
Em outubro o Grêmio foi absolvido pela 5° Comissão Disciplinar do STJD no caso da invasão do campo por uma modelo, após o empate em 0 a 0 com o Palmeiras, na 25° rodada.
