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Ouvi três eminentes ex-dirigentes do Inter. Eles participaram dos anos de ouro da instituição, da caminhada que começou em 2006 e gerou um título Mundial Interclubes, duas Libertadores, uma Copa Sul-Americana, duas Recopas e a Suruga Bank.
Um deles enumerou três fatores para justificar a utilização de jogadores reservas no Brasileiro, poupando os titulares para a Libertadores.
Primeiro. A chance de o Inter chegar ao tricampeonato da Libertadores. Isto, no terreno doméstico, tem uma força extraordinária, porque o Inter conseguiria desempatar um jogo em que estava perdendo por 2 a 0. Lembrando que o Grêmio conquistou o bicampeonato em 1983 e 1985 e o Inter empatou em 2006 e 2010.
Segundo. Os próprios jogadores titulares estão desmotivados para disputar o Brasileiro porque, segundo este dirigente, eles devem ter recebido da direção atual uma proposta de premiação milionária em caso de conquista do tri. Isto justifica alguns nem entrarem em dividida de bola.
Terceiro. O glamour que cerca o retorno do Inter ao Japão (sempre na hipótese de conquistar a Libertadores) país de tantas recordações.
Outro dirigentes acrescenta que a grenalização atinge seu ápice em disputas assim. A conquista do tricampeonato da Libertadores deixaria o Inter ainda na condição de poder fazer festa até o final da temporada, com o torcedor do Grêmio tendo que viver meses de muita ansiedade.
O terceiro dirigente aponta ainda um motivo político. Caso esta gestão conquiste a Libertadores e o Inter não seja rebaixado para a Série B do Brasileiro, Piffero terá garantida a reeleição e possivelmente elegerá seu sucessor depois.
Não é pouco o que move o Inter nesta disputa que recomeça na quarta-feira com o time enfrentando o Tigres, do México, no primeiro jogo das semifinais, no estádio Beira-Rio.