Hiltor Mombach

Arena: compra, chaves e outras

O contrato de cessão onerosa de cadeiras, que pode, sim, ser tratado como um aditivo, e que engessou o fluxo de caixa do Grêmio, foi assinado em outubro de 2012, mês em que Koff foi eleito presidente do clube.
Pelo documento, o Grêmio comprou por um ano o quarto anel e espaço na Geral da Arena pagando R$ 23 milhões, mais cadeiras a um custo de R$ 18 milhões, totalizando R$ 41 milhões/ano.
O dinheiro reverte para a Superficiária.
No papel, 65% deste valor ficam com o Grêmio e 35% com a OAS.
Na prática, o Grêmio não vê a cor da grana neste momento, pois a divisão do bolo se dá após pagamento de todos os custos da Arena, inclusive empréstimos bancários.

É preciso que o torcedor gremista entenda que os R$ 41 milhões/ano devem ser pagos indo ou não o associado ao estádio.
Neste sábado, por exemplo, teremos Grêmio x Lajeadense na Arena pelo Gauchão.
O Grêmio não subsidiará apenas o ingresso do sócio que for a campo, mas todo o espaço.


Carlos Eduardo Paes Barreto, diretor da OAS/Arena, afirmou que a construtora será parceira por 20 anos.
Ou seja, não entregará a gestão ao Grêmio.
Mas como consta no contrato a opção de compra da subsidiária esta hipótese continua sendo mantida pela direção.
O Grêmio segue em busca de soluções financeiras que permitam que seja o gestor da Arena.

Há duas correntes na direção do Grêmio.
Uma considera obrigatória a troca de chaves da Arena e do Olímpico no dia 30 deste mês caso as duas auditorias contratadas pelo clube apontem estar tudo em dia com a obra da Arena; outra não quer a troca de chaves enquanto a OAS não viabilizar o fluxo de caixa do Grêmio.
A segunda corrente acha que depois que a OAS entrar com o primeira máquina no Olímpico será impossível retomar o estádioVetado