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Por Antonio Carlos de Azambuja - Cacaio
Conselheiro Jubilado do GFPA
Ao ensejo do 5º aniversário do chamado “Negócio Arena”, percebo a inexistência de quaisquer dos proveitos para o clube anunciados ao tempo de sua gestação e parto. Pelo contrário, os números apresentados apontam não só para uma decepção, véspera, quem sabe, de insucesso, mas para um indesejável fracasso. Foi construído em cima de um aglomerado de perspectivas, planejamentos, estratégias, planos de negócio e etc., elaborados por corporações de ofício famosas – nem o Professor Pardal ou a Mãe Dinah fariam melhor – cujos resultados até agora não se fizeram presentes, encontrando-se o clube em meio a aflições de ordem econômica e financeira inéditas, próximo a perder o seu maior patrimônio atual, o Estádio Olímpico e sua maravilhosa área superficial, em troca de mais especulação, desta vez por décadas. O que aponta para o temor de sucumbência mais adiante, em prazo incerto. A verdade é que o Grêmio não precisava – e nunca precisou - disso. Criaram uma necessidade inexistente e venderam-na como se fosse a descoberta de Xangri-lá, tutelada por iniciativa de políticos profissionais e seus acólitos, todos imantados pela notoriedade e ansiosos pelos efeitos próprios derivados do patrocínio gratuito – porque não contribuíram com meios pessoais para isso - de uma obra dessa envergadura, efetuada numa cidade média, num país pobre. Naturalmente, a ousadia foi tanta, tantos os clarins soprados e tambores rufados para a divulgação interna desses sonhos provincianos que, desde o começo, ultrapassou os limites do clube, despertando a curiosidade do povo e o interesse da imprensa, tanto a deslumbrada quanto a comprometida. Assim, transmitiu-se ao público amantíssimo a idéia de que, para o tricolor centenário, um outro mundo era possível, além das permanentes e insuperáveis agruras financeiras com as quais, cotidianamente, vivem as grandes associações desportivas nacionais. Descapitalizadas e camufladas de entidades civis sem fins lucrativos. Fugitivas fiscais. A combinação políticos x imprensa , parece, gerou um caso típico de Bolha. Humaitá era a terra prometida, rumo ao Norte. Está explodindo. Na passagem deste ano, o quinto dessa aventura, só me resta desejar ao ilustre Fábio André, um mísero mortal, um pouco gasto, mas ainda corajoso, a posse e o manejo de energia ou poderes esotéricos para comandar essa que se apresenta como uma dolorosa travessia. Que Deus o ilumine, presidente e ao nosso velho tricolor do Olímpico, este último infelizmente dizendo-nos adeus nesta melancólica passagem de ano.
--Postado por Gremio Monumental no Grêmio Monumental