Hiltor Mombach

Arena gelada

De Luxemburgo, hoje.


- O torcedor tem de ser nosso centroavante.
Na Arena, a gente se sente um pouco fora de casa.
A torcida precisa nos abraçar.
Era assim no Olímpico.
Quando alguém começava a vaiar, a Geral pegava junto.
Essa indefinição da sua volta nos prejudicou muito.
Ela criou um clima diferente.
Na Arena, porém, parece um teatro.
O torcedor vai com sanduíche e refrigerante, mas tem de torcer.
Hoje a Arena está fria, gelada".


De Eduardo Antonini na inaguração da Arena.


Sempre falam muito da questão comercial de um novo estádio, mas a questão técnica é muito importante.
Nós já temos uma torcida que participa.
Fez do Olímpico um estádio forte.
Com a Arena, isso será potencializado.
A cobertura maior fará com que a acústica seja outro ponto forte.
O futebol é um espetáculo e o torcedor precisa e quer participar mais".


Ainda: não está faltando futebol ao Grêmio até agora para fazer a Arena ferver?
Talvez o futebol apareça nesta quarta-feira.
E, se aparecer, o caldeirão vai ferver.


 

Sobre a importância da geral, transcrevo trecho de uma coluna de Carlos Josias, gremista da gema e que, entre outro cargos,  integrou o Conselho de Administração do Grêmio.


Está em http://2toquesulbratv.blogspot.com.br/2012/12/coluna-de-carlos-josias_27.html


Na ocasião percebi que havia um sentimento da liderança que o G não ganharia nada sem ela, geral, o que é uma fantasia que beira ao ridículo. Ela não existia na década de 90 quando ganhos de regionais ao mundial, e por coincidência depois do surgimento dela o G nada ganhou de importante. A propósito nem o apoio eleitoral que a liderança concedeu teve êxito, fracassou. É que, fica fácil constatar, não há uma torcida da Geral na realidade, há uma coreografia seguida por tantos quantos dali se aproximam e uma liderança que se auto proclamou dona do ´campinho` e que se arvora proprietária da baderna conduzindo-a em meio a uma massa de torcedores que, como se sabe, tal qual boiada segue o apito do shofar.