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De Luxemburgo, hoje.
- O torcedor tem de ser nosso centroavante. Na Arena, a gente se sente um pouco fora de casa. A torcida precisa nos abraçar. Era assim no Olímpico. Quando alguém começava a vaiar, a Geral pegava junto. Essa indefinição da sua volta nos prejudicou muito. Ela criou um clima diferente. Na Arena, porém, parece um teatro. O torcedor vai com sanduíche e refrigerante, mas tem de torcer. Hoje a Arena está fria, gelada".
De Eduardo Antonini na inaguração da Arena.
Sempre falam muito da questão comercial de um novo estádio, mas a questão técnica é muito importante. Nós já temos uma torcida que participa. Fez do Olímpico um estádio forte. Com a Arena, isso será potencializado. A cobertura maior fará com que a acústica seja outro ponto forte. O futebol é um espetáculo e o torcedor precisa e quer participar mais".
Ainda: não está faltando futebol ao Grêmio até agora para fazer a Arena ferver? Talvez o futebol apareça nesta quarta-feira. E, se aparecer, o caldeirão vai ferver.
Sobre a importância da geral, transcrevo trecho de uma coluna de Carlos Josias, gremista da gema e que, entre outro cargos, integrou o Conselho de Administração do Grêmio.
Na ocasião percebi que havia um sentimento da liderança que o G não ganharia nada sem ela, geral, o que é uma fantasia que beira ao ridículo. Ela não existia na década de 90 quando ganhos de regionais ao mundial, e por coincidência depois do surgimento dela o G nada ganhou de importante. A propósito nem o apoio eleitoral que a liderança concedeu teve êxito, fracassou. É que, fica fácil constatar, não há uma torcida da Geral na realidade, há uma coreografia seguida por tantos quantos dali se aproximam e uma liderança que se auto proclamou dona do ´campinho` e que se arvora proprietária da baderna conduzindo-a em meio a uma massa de torcedores que, como se sabe, tal qual boiada segue o apito do shofar.