Hiltor Mombach

Arena, rescaldo

A majestosa Arena não estava pronta e isto era público e notório.
Mas, emocionado, o torcedor gremista reservou todas as suas atenções para o show, o futebol e a pirotecnia.
Falhas no gramado, banheiros alagados, falta de luz em alguns lugares, dificuldade para entrar no estádio e sair dali, tudo foi relegado.
Menos a briga (outra!) da Geral, que mereceu indignação e vaias.
Da inauguração, os alemães queriam o dinheiro, quase um milhão de euros.
Lá, a repercussão foi diferente.
O jornal Bild tratou a festa como um ‘caos’ e chamou o gramado de ‘deserto’.
O Morgen Post relatou que havia poças de urina no vestiário do Hamburgo.
Era forte o cheiro de urina no estádio Olympiastadion, em Berlim, na Copa de 2006.
Só conheci um estádio em que o banheiro cheirasse bem em jogos de grande lotação, o Sydney Football.
Irreparável, só mesmo a mancada de não terem chamado Duda Kroeff e Adalberto Preis para o palco ou, para não dividir as atenções da noite, terem ao menos dado crédito aos dois em vídeo.
A pedra fundamental foi lançada na gestão Duda e tinha Preis como presidente da Grêmio Empreendimentos.
Duda não apenas convidou Odone para o evento como fez justos e rasgados elogios.
Melhor ainda: como a vida de um clube de futebol é feita de continuidade, que colocassem no palco, entre outros, Odone, Antonini, Preis, Duda e Koff.
O Grêmio agradeceria.
Unido e emocionado.