ARENAS e GIGANTES/ Por Antônio Carlos de Azambuja, conselheiro do Grêmio
Está em gremioacimadetudo.blogspot.com/
A luz dos dados publicados do contrato de parceria da Arena Palestra (estádio novo do Palmeiras), constata-se a extrema semelhança de todos os negócios propostos (e alguns já ajustados) pelas grandes empreiteiras nacionais com os clubes e Estados vítimas dessa imensa cupidez que envolve a construção ou reforma dos estádios de futebol nacionais, sob pretexto seja de atendimento a exigências da FIFA para a realização da Copa do Mundo, seja de repentina e surpreendente percepção da obsolescência das instalações atuais. Há uma nítida orquestração aí. Parafraseando a linguagem dos morros cariocas, “tá tudo combinado”. Há uma espécie de concorrência negativa nas propostas e acertos, para se ver qual é a pior para os pacientes. E dizer que tudo o que oferecem é “garantias”, ou seja, o produto que vendem é simplesmente um “del credere” : uma intermediação Enfim: o fazem por falta de crédito dos incautos parceiros perante os organismos financeiros. Aqui, a dupla grenal está sendo envolvida por essa exploração. No caso do Grêmio – que já mergulhou nisso - por exemplo, é uma fábula o que a empreiteira já ganhou com a simples aquisição do terreno de Humaitá, via a tolerância ou conivência dos poderes públicos municipal e estadual (hipnotizados pelas verbas do PAC). Negócios efetuados sob a sombra de leis e procedimentos de, no mínimo, duvidosa constitucionalidade e regularidade, à espera de um pronunciamento, que tarda, do Ministério Público. Não bastassem os ganhos com aquele butim e a co-exploração por vinte anos do novo estádio, o tricolor ainda tem de entregar, daqui há pouco, a área do Olímpico . O incrível é que há companheiros que acham bom o negócio ajustado simplesmente porque esse, do Palmeiras, inclusive, contém uma exploração mais degradante. Por tudo isso, chego a lamentar constrangidamente, como gremista, ter de me curvar à prudência e cautela do grupo de colorados que heroicamente oferece resistência a esse canto de sereias. A modernidade, no caso, tem um preço vergonhoso. Antonio Carlos de Azambuja, conselheiro do Grêmio)(
