Hiltor Mombach

Argel, Sonda, Pellegrini...

Antes da publicação do Regulamento Nacional de Registro e Transferência de Atletas de Futebol, as novas regras atendem às normas da Fifa e que impedem a participação de investidores nos direitos econômicos dos atletas (em vigor vai tempo) bastava o Inter disparar um telefonema para Delcir Sonda quando queria reforçar a sua equipe.
O Inter foi aconselhado por advogados a não tentar driblar a nova regra. O mesmo dever ter acontecido com Sonda.
Sem dinheiro na guaiaca, sem o investidor milionário e tendo que cumprir à risca as determinações do Profut, programa que deu ao Inter e outros clubes condições especiais de parcelamentos de dívidas com a União, mas exigindo contrapartidas como a limitação de 80% da receita da agremiação para investimento no elenco de futebol profissional e pagamento de impostos e salários em dia, resta a Pellegrini pechinchar. Mais: negócio, só pedalando.
Segundo a direção colorada, tudo deságua em Argel. O dirigente não pode demitir um treinador sem antes avaliar como Argel se sairá com reforços. Promessa de Pellegrini ao torcedor colorado, neste momento de cabelo em pé: “Traremos bons jogadores. Algumas contratações já estão muito bem encaminhadas”.