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Hoje, porque segundo o filósofo pós-socrático Rafael Bandeira o futebol é dinâmico, é mais fácil o Grêmio driblar sua crise em campo do que a financeira. Os salários dos jogadores estão em dia, mas para quem recebe direito de imagem (todos os medalhões e mais alguns) o atraso vai bater nos três meses. Os R$ 35 milhões auferidos com a venda de atletas deu para tapar alguns buracos e olhe lá. São os R$ 4,2 milhões mensais que os cerca de 50 mil sócios adimplentes deixam no cofre que estão garantindo a sobrevivência financeira. Quem conhece o assunto garante que esta crise, a financeira, vai durar tempo. Já a do futebol...
Pode parecer um paradoxo, mas neste momento o que vem garantindo a sobrevivência financeira do Grêmio é a não assinatura do novo contrato com a OAS. Porque enquanto isto não acontece, o clube retém todo o dinheiro dos sócios. Isto mudará após a assinatura.
Assinado o novo contrato, a parte dos sócios que cabe à construtora torna-se compulsória. Todo o dinheiro será depositado no Banrisul, que repassará cerca de 30% do arrecadado para a OAS. Pelo contrato anterior, o Grêmio deveria repassar cerca de 80% do total.