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Oi Hiltor, como está?
Texto que se quiser, pode publicar. Minha visão dos fatos sobre as estruturas temporárias.
RESUMO DA ÓPERA:
O Inter é o proprietário do estádio.
O proprietário do estádio, no contrato, é o responsável pelas estruturas temporárias.
Lá, no contrato, essas estruturas são chamadas de "Supplementary Activities" e em nada se confundem com ceder o estádio, as áreas administrativas e o estacionamento. Esses 3 itens estão dentro da cláusula "Stadium" do contrato. É bom não misturar as coisas para não confundir as pessoas, viu Luigi?
O Inter assinou as duas cláusulas: fornece "Stadium" + "Supplementary Activities. O mesmo ocorre em São Paulo, com o Corinthians. Em troca? "A Copa é Nossa".
Isso sempre esteve no contrato e o Inter assinou porque achou que valia a pena, porque achou benéfico, porque via na Copa um grande negócio.
“Vamos lucrar milhões com o novo Beira-Rio e a Copa”, lembram?
Os governos, por suas vezes, concederam isenções fiscais que totalizaram quase 30% do valor da reforma de R$ 330 milhões, concederam o parque gigante por 20 anos, pagaram pela subestação de energia de R$ 15 milhões que vai servir ao estádio, fizeram obras viárias no entorno até então caótico do Beira-Rio. E estamos falando só dos investimentos do governo que envolvem o estádio.
Se somar esses valores, os R$ 22 milhões das estruturas temporárias ficam pequenos. Esse é o valor da obrigação do Inter em troca de todas as contrapartidas por ter a Copa (reformar o estádio já estava nos planos e era necessário).
Enfim, o Inter, até agora, ganhou muito e fez pouco (aliás, o que fez? A Copa das Confederações já perdemos).
Que o clube cumpra com as suas obrigações no contrato e forneça as "Supplementary Activities", como responsável por tais estruturas como sempre o foi.
Já diz o velho brocardo latino "pacta sunt servanda": os contratos devem ser cumpridos.