Hiltor Mombach

As finanças do Grêmio

Numa análise de Odorico Roman, vice de futebol campeão da Libertadores de 2017

Do Twitter de Odorico Roman.
Vice de Futebol campeão da Libertadores 2017. Diretor de Futebol campeão da Copa do Brasil 2016. 
"Leio algumas considerações confusas sobre o resultado trimestral do nosso 
Grêmio. Nesta série de tweets, tentarei contribuir para esclarecer. 
Os resultados observados em 2020 foram: a) superávit de R$ 11,9 milhões no 1º trimestre; b) superávit de R$ 18,6 milhões no 2º trimestre; c) déficit de R$ 4,8 milhões no 3º trimestre. Resultado acumulado nos 9 meses de 2020: superávit de R$ 25,6 milhões. 
A queda de arrecadação causada pela pandemia foi compensada com a venda de direitos econômicos e mecanismo de solidariedade, que atingiram R$ 80,2 milhões no trimestre jul/set e R$ 117,2 milhões no acumulado dos 9 meses. 
Um cuidado que se deve ter é o de não relacionar automaticamente resultado econômico positivo com geração de fluxo de caixa livre. Simplificando, o primeiro é resultado do registro contábil das receitas e despesas havidas. O segundo, das entradas e saídas reais de recursos. 
Uma empresa (ou clube, no caso) pode apresentar superávit, mas, se as receitas contabilizadas ainda não se realizaram, haver necessidade de recorrer a financiamentos para suprir as necessidades momentâneas de dinheiro. 
Havendo equilíbrio na gestão, as receitas contabilizadas no passado, quando realizadas, cobrirão aqueles financiamentos eventuais. Endividamento é problema quando for crescente e sem perspectiva de ingressos de recursos possam amortizá-lo. 
No período 2015-2020, nossas receitas com a venda de atletas atingiu o montante de R$ 469,8 milhões."