Sou conservador. As novas ideias, os novos modelos, não me assustam. Apenas demoro para assimilar.
Ainda peguei o tempo em que Inter e Grêmio não tinham propaganda nas camisetas. Só o escudo se salientava. Hoje o escudo desapareceu diante da poluição de anunciantes, que invadiram os calções, bonés, luvas...
Ronaldo comprou o Cruzeiro. Apanhado de supetão pela notícia pensei que o jogador seria uma espécie de ponta de lança de investidores, empresários, contratado para diminuir o impacto da informação junto ao torcedor.
Pensei em investidores comprando o Inter e D'Alessandro aparecendo nas entrevistas. Ou de Renato sendo anunciado como “comprador” do Grêmio. Há uma identificação dos dois com o torcedor. Fica mais fácil digerir.
A lógica capitalista, empresarial, está se lixando para o torcedor. Futebol passou a ser apenas dinheiro. Torcedor e times estão fundidos numa relação de afeto, amor, paixão. O torcedor se acha dono do time. Meu Cruzeiro! Meu Galo! Meu Inter! Meu Grêmio! A Sociedade Anônima de Futebol (SAF) veio para acabar com o glamour.
Para conservadores como eu um time é um time, não uma empresa. O dono do time são seus torcedores, não um sheik ou investidores em busca de lucro. Terei que assimilar o novo modelo. Não há volta. Venceu novamente o capital. As paixões que se danem!
As paixões que se danem!
Ainda peguei o tempo em que Inter e Grêmio não tinham propaganda nas camisetas. Só o escudo se salientava
