Carlos Corrêa / Interino
Em amistosos ou jogos-treino no início de temporada, o resultado geralmente é o de menos. É como se valesse mais a teoria do que a prática. Uma vez que os jogadores ainda estão longe tanto da melhor forma física como do ritmo de jogo, é interessante prestar atenção no que pretendia o treinador com o plano de jogo e a escalação. E neste sentido, o amistoso contra os mexicanos nesta noite, no Beira-Rio, deu algumas pistas interessantes.
Por exemplo, o melhor momento do Inter em 2024 foi quando o time teve Borré ou Valencia. Ou um, ou outro. Roger Machado chegou a testar ambos juntos, mas nunca com o mesmo sucesso. Ainda assim, o time que começou a partida contra o México tinha Borré e Valencia. Complicado fazer qualquer avaliação pelos aspectos já citados acima. Mas fica a impressão clara de que Roger vai insistir, pelo menos nesses primeiros jogos oficiais, em uma formação com os dois.
Outra pista foi sobre a movimentação da equipe, principalmente no começo do jogo. Fora de casa ainda não se sabe, mas como mandante, o Inter manteve a ideia que vem de 2024 de pressionar o adversário em seu campo. É bem verdade que, em grande parte por causa da falta de ritmo e o desentrosamento da defesa, os espaços cedidos ao México para contra-atacar foram generosos demais. Mais até do que transformar o controle do jogo em gols, entrosar a defesa com as novas (e poucas) peças parece ser a tarefa mais urgente de Roger nestas primeiras semanas do ano.
Por fim, a própria escalação colorada deu algumas pistas. Dos desfalques, Bernabei é nome certo quando finalmente tiver sua permanência confirmada. Fernando até pode ser uma tendência, mas ainda não é uma certeza. De resto, quem largou jogando ontem abre vantagem sobre os demais.
Antes tarde do que nunca, um tanto quanto incompreensíveis para este humilde interino as vaias, ainda que poucas, a Enner Valencia.
