As quatro quedas
Grêmio e Inter desabaram na Libertadores de forma diferente.
O Grêmio perdeu em casa e fora, enquanto que o Inter empatou fora e perdeu em casa.
Cair em casa é mais doloso.
Mais: a queda do Grêmio era, digamos, esperada, como era esperada a classificação do Inter.
E a queda do Grêmio tornou-se menos sofrida porque, ao cair, o gremista já festejava o tombo colorado.
O futebol tem suas verdades pontuais.
Em outra frase feita, lembro uma de Apparício Torelli, o Barão de Itararé:
“De onde menos se espera, daí é que não sai nada.”
Foi o que pensei quando ouvi a escalação do ataque com Lins e Viçosa.
Escrevi e terei que repetir, trata-se de uma verdade pontual, pois o futebol é dinâmico e, neste seu dinamismo, vá que Viçosa e Lins se transformem em matadores e cheguem ao selecionado de Mano.
Leandro, que Renato diz ser o seu protegido, mofou no banco no começo do Gre-Nal para entrar no segundo tempo.
Ontem, mais uma vez esperou na fila.
Viçosa deve ser melhor.
Lins, também.
E eu que via em Leandro a maior promessa do Olímpico nesta temporada.
Terei que rever meus conceitos.
Escrevi sobre Inter e Grêmio e terei que reservar algumas linhas para a maior tragédia da noite, a tragédia das tragédias, a queda das quedas. Inter e Grêmio são cachoeiras se comparados ao Salto de Sete Quedas ocorrido em Sete Lagoas.
Lá, desabou o favorito dos favoritos ao título da Libertadores, o Cruzeiro do tristonho Cuca.
Podia perder por 1 a 0.
Levou 2 a 0 do Once Caldas.
Caiu o time de melhor campanha até aqui.
Não tivemos as Sete Quedas: foram quatro.
O Libertad fez 3 a 0 no Fluminense.
Brasileiro, agora, só o Santos de Muricy Ramalho.
Quarta-feira com sotaque espanhol.
