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A Copa do Mundo tinha tudo para dar errado em Porto Alegre. Obras por terminar, entulhos no Beira-Rio, alagamento no entorno, indefinição em quem executaria as estruturas temporárias, protestos... Tudo acontecendo junto e a estreia de França e Honduras se aproximando. Com a Fifa arrepiada. Era o apocalipse desembarcando na capital dos gaúchos. Foram dois jogos e, entre mortos e feridos, o único incidente de repercussão não teve como culpado Inter, prefeitura ou governo, mas a própria Fifa, fato que obrigou Jérôme Valcke, secretário geral da entidade, a pedir desculpas. Falo do incidente técnico que impediu que os hinos nacionais de França e Honduras fossem interpretados. Foi lindo ver colorados, gremistas, holandeses e australianos caminhando juntos, ontem, para o Beira-Rio. E dividindo o espaço no belíssimo estádio. A Copa vai bem fora e dentro de campo. Uma das poucas reclamações, de um jornalista francês, foi por conta de problemas de acabamento do entorno do estádio e de paredes não pintadas. Problemão tivemos na França para estacionar em dias de jogos. Após sair do Stade de France não encontramos nosso carro. Fui achá-lo num depósito, levado pela polícia local. Quem pensa em cobrir um evento desta magnitude sem encarar nenhum tipo de contratempo, melhor não viajar. Em duas partidas no Beira-Rio, oito gols: França 3 x 0 Honduras e Holanda 3 x 2 Austrália. Valeu o ingresso e, ontem, foram 42.877 presentes. O que leva uma Copa que tinha tudo para dar errado, dar certo? Quando o assunto é futebol, conhecemos o riscado. Com Inter e Grêmio, Porto Alegre viveu e viverá grandes eventos. Temos expertise, sabemos organizar e ajudar a organizar. E receber bem é com a gente. Basta andar pela cidade para ver que os estrangeiros estão adorando. O Chalé da Praça XV está sempre bombando. Como as Fan Fest. Até aqui, a Copa em Porto Alegre é um golaço.