Dia 5 de maio, mais uma vez, o Grêmio foi eliminado de uma competição esportiva, frustrando a sua torcida que espera por um grande título há 15 anos. Torcida essa que sempre fez a sua parte, se deslocando de todos os cantos deste Estado e até de fora dele, para assistir aos jogos na Arena ou aonde quer que seu time de coração jogue, mantendo sempre acesa essa energia inigualável de ser Tricolor Gaúcho. Paixão essa, nascida no dia 15 de setembro de 1903, que há muito não vem sendo correspondida por aqueles que dirigem o Grêmio pelo menos ao longo dos últimos 15 anos. As recorrentes eliminações verificadas nas diversas competições, repetidas este ano, não foram nenhuma surpresa para quem analisa futebol com alguma profundidade, pois é fácil constatar que o time possui diversas carências em qualidade técnica em várias posições. Mas parece que a Direção só enxerga isso após os resultados negativos acontecerem. O que se constata é a atuação de dirigentes completamente despreparados para atuarem num clube com a grandeza do Grêmio. Alguns, com o agravante para a agremiação, de receberem polpudas remunerações, ônus esse que não resulta numa contraprestação à altura da expectativa da sofrida torcida gremista, administradores sem a mínima condição para exercer tão importante missão. Afirmo isso com toda a convicção, pois os fatos por si só comprovam a assertiva. Observem o elevado número de contratações feitas nos últimos três anos – mais de 50. Contratações essas que, na sua maioria, não deram o resultado esperado para formar uma equipe em condições de disputar um título, pois feitas com uma avaliação técnica sem o mínimo de competência, se é que houve avaliação técnica. O que elas acarretaram para o Grêmio, foram enormes despesas salariais. Entre tantos absurdos cometidos, para o texto não se tornar longo, cito apenas dois, que são mais recentes:
1-Contratar um jogador e depois de três meses emprestá-lo por deficiência técnica.
2-Adiantar a renovação de contrato de outro em um ano, e logo em seguida colocá-lo na reserva.
Tais atitudes são, no mínimo, incompreensíveis. Não condizem com os salários ganhos pelos autores dessas decisões. O Grêmio precisa, com urgência, de mudanças na sua direção e o momento é neste ano, oportunidade na qual acontecem as eleições para o Conselho Deliberativo e para Presidente. Até quando vão seguir ocorrendo esses absurdos? Acorda torcedor gremista!