ATALHO
A Copa do Brasil é ou não atalho para a Libertadores? Se por atalho eu entender menor número de jogos, sim; se eu entender como o caminho mais fácil ou menos difícil, não, e aqui estou concordando com o querido amigo Juremir Machado. Vamos aos fatos tomando como base a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro da temporada passada.
A Copa do Brasil de 2009 teve a participação de 64 clubes. A competição classifica apenas o primeiro colocado para a Libertadores. A chance de um time conseguir a vaga é de cerca de 1,5%. Sim, eu sei que, dos 64 concorrentes, a imensa maioria entra como coadjuvante. Mas lá estavam Vasco, Botafogo, Flamengo, Atlético Mineiro, Coritiba, Goiás, Internacional, Atlético Paranaense, Vitória, Corinthians, Santos, Fluminense... Só aqui temos 12 boas equipes lutando por uma mísera vaga. A chance de conquistá-la aumenta para 8,3%.
O Brasileiro de 2009 teve a participação de 20 clubes. A competição classificou os quatro primeiros para a Libertadores, três de forma direta e um para a pré-Libertadores. Assim, de cara, a chance de um time conquistar vaga é de 20%. Vejam: não estou excluindo nenhum representante, mesmo sabendo que vários se enquadram na filosofia do barão de Coubertin, para quem o importante não era vencer, mas competir.
Ainda: um tropeço contra um coadjuvante no Campeonato Brasileiro resulta na perda de três pontos, algumas vezes decisivos na soma final, é verdade, enquanto que um tropeço contra um coadjuvante na Copa do Brasil pode significar a eliminação do torneio, que não dá chance de recuperação. É matar ou morrer. Para encerrar, lembro que, das sete vezes em que o Inter chegou à Libertadores, só uma se deu via Copa do Brasil, e isto há 18 anos. A mesma via garantiu o Grêmio quatro vezes, das 12 que participou.
