Vai algum tempo escrevi o seguinte:
“Toda tese, da mais obtusa à mais insana, viverá seu momento, mesmo que fugacíssimo, de confirmação e consagração.
Estamos diante de uma verdade irretocável.
O insensato que duvidasse da genialidade de Pelé, colocando-o no rol dos jogadores medianos, diria, pelo menos uma vez:
‘Viu, eu não disse?’.
Sim, até o rei teve dias de nada”.
Disse e repito: não sou coerente quando o assunto é futebol. É comovente o esforço dos coerentes em permanecerem coerentes. Em nome da coerência, proferem barbaridades.
Como é comovente o esforço de quem tenta fazer da sua tese uma tese imutável.
As minhas teses mudam, sofrem adaptações, ventam como venta o futebol, que um dia venta Sul e, no outro, Nordestão.
Minha tese do momento é que se Inter e Grêmio não aumentarem suas receitas correm o sério risco de virarem coadjuvantes em todas as competições, continuando como protagonistas domésticos apenas.
Com o ano chegando ao final aumenta minha síndrome do coitadismo.
Não somos finalistas de nada.
Como bairrista assumido, me nego a comemorar conquistas de times de outros estados.
Aumenta minha síndrome do coitadismo
Minha tese do momento é que se Inter e Grêmio não aumentarem suas receitas correm o sério risco de virarem coadjuvantes em todas as competições
