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Fernandão na entrevista de ontem: “Se eu fosse jogador, não gostaria de ver o treinador falar da maneira que eu falei, mas foi consciente”. Garantiu que as cobranças públicas não foram obra do acaso, que outras medidas internas haviam sido feitas sem o efeito: “Às vezes tem que criar um fato novo”. Quem deveria ter criado o fato novo (novo publicamente, diga-se) era o vice de futebol, Luciano Davi. Em combinação com Fernandão. O treinador ficaria com a tarefa de repassar a cobrança ao comandados. Se outras medidas foram tomadas e não deram resultado a situação é mais grave do que parece. Fernandão bancou um discurso que seria de Davi. É autoimolação terceirizada.