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No dia 8/Abr/14, transcrevemos breve post do conceituado jornalista Hiltor Mombach que em determinado trecho proferia uma expressão utilizada seguidamente por um conhecido ex-conselheiro do CD do Grêmio...
Tivemos a impressão de que se tratava de uma jocosa referência à atuação de um grupo de conselheiros apoiadores do imortal Presidente Hélio Dourado, que há anos vêm se opondo ao negócio Arena e defendia com fundamentos a remodelação do Estádio Olímpico Monumental, como já provou ser possível o nosso arqui-rival.
Como não obtivemos maiores esclarecimentos do ilustre colunista do CP, aceitamos o barrete.
Na verdade, até agora não sabemos de nenhuma manifestação dentro do Grêmio propondo a alternativa de rasgarmos o Contrato com a OAS e voltarmos à nossa casa.
Entretanto, não seria de todo descabida tal proposição; senão vejamos:
Em 2001 o Dr. Hélio Dourado, no cargo de Vice-Presidente de Patrimônio, juntamente com o Arquiteto Plínio Almeida (autor original do projeto do Olímpico com todas as melhorias posteriores) iniciou um estudo de Remodelação do mesmo, visando modernizá-lo para atender às necessidades atuais requeridas.
Foram vários anos de trabalho de um profissional que se dispôs inclusive a visitar os estádios mais modernos do mundo.
Quando em 2006/2007 iniciaram-se as tratativas finais para a Copa no Brasil, o projeto já estava praticamente completo.
Nessa época, o então presidente do Clube dos Treze Fabio Koff, sabedor deste grande projeto, incentivou gremistas proeminentes a tocar o assunto para frente, visando talvez tornar o novo Monumental sede dos jogos no RS.
A seguir, o então Presidente do Grêmio, Paulo Odone, adotando a sugestão, a levou ao CD.
Num primeiro momento, o plano seria de remodelação, mas logo houve uma mudança para a DEMOLIÇÃO TOTAL DO OLÍMPICO e construção de um novo estádio - a alegação era de que as estruturas do Olímpico estavam condenadas por técnicos...
Subitamente surgiu uma empresa portuguesa interessada nesse novo projeto.
Jamais foi considerada a proposição do Arq. Plinio.
Seria um projeto "todo novo..."
Iniciou então uma discussão de como seria possível construir-se um empreendimento desse porte numa região já tão densamente ocupada.
Argumentos surgiram de que a zona não tinha estrutura viária nem condições de estacionamento para tal fim.
Coincidentemente, pouco tempo depois ficou proibido utilizar aquela grande área publica da av. Cascatinha como estacionamento...
Concomitantemente, vieram alegações de que não seria possível construir no mesmo local o novo estádio, pois o Grêmio passaria uma temporada sem local para atuar...
A todas essas, o Dr. Hélio era uma voz quase isolada a rebater essas afirmações.
Para a maioria dos conselheiros de então, deslumbrados com os malabarismos de Odone, o Dr. Hélio não passava de um saudosista ultrapassado.
Sua voz não era ouvida nem por aqueles que outrora foram conduzidos ao Grêmio pela sua mão.
O incansável Dourado não arrefeceu jamais; pelo contrário.
Acercou-se de vários gremistas de dentro e fora do Conselho para defender sua causa.
Desenvolveu um plano que consistia em produzir material visual do projeto de remodelação para divulgar aos gremistas em geral e ganhar apoio desses afim de, pelo menos, discutir-se uma alternativa viável.
Mas, com a máquina do poder e a Grande Mídia interessada nas mãos, Odone abafou essas iniciativas.
O grupo que apoiava Dourado passou junto com ele a ser ridicularizado.
Os demais grupos políticos do Clube puseram vendas nos olhos, aclamando qualquer proposta do "Rei"...
Odone e Antonini eram os grandes gênios dos negócios do Grêmio.
De nada adiantou a apresentação audio-visual do projeto do Dr. Plinio ao CD vários meses antes da assinatura do malfadado contrato com a OAS. O Grupo Português originalmente escolhido, havia falido.
O máximo que se ouviu então foram exclamações de vários conselheiros dizendo - "...mas por que isso não foi apresentado antes?!..."
Nem mesmo um estudo profundo do Contrato realizado por uma equipe do renomado advogado Gladimir Chiele, apontando as cláusulas críticas que levariam o Clube às grandes dificuldades atualmente reveladas, foram consideradas.
Pelo contrário; um conhecidíssimo membro do Conselho Consultivo assumiu a posição de defensor incondicional do "NEGÓCIO ARENA", negando-se sistematicamente a debater publicamente com Chiele os problemas apontados por este no contrato.
A Grande Mídia negou qualquer espaço à essa análise enquanto havia chances de reversão do Contrato.
Só agora, depois do "leite derramado" é que se insurgem todos aqueles que apoiaram cegamente o Negócio e se apresentam como os cérebros privilegiados da "renegociação do Contrato"...
Quando das últimas eleições para renovação do CA e do CD, respectivamente em 2012 e 2013, os articuladores das campanhas foram buscar Dourado para pedir-lhe apoio político.
Mais uma vez o Imortal Presidente arregaçou as mangas e cerrou seus punhos indo ao pátio em apoio àqueles nos quais depositava confiança de salvar o Grêmio.
Agora, com um Presidente que tem a seu lado a maioria esmagadora dos gremistas se pode sim esperar até mesmo rasgar este maldito contrato e, se for necessário, voltar sim ao Olímpico.
Ele terá todo apoio para o que decidir; tem cacife político para tanto.
A grande pergunta para se responder é:
De que serve teatro sem espetáculos? O que fará a OAS sem o Grêmio lá dentro? Só Shows do Robertp Carlos...
-- Postado por Gremio Monumental no Grêmio Monumental em 4/09/2014 04:06:00 PM
Hiltor escreve: Hélio Dourado e seus seguidores na questão fazem parte do altíssimo clero do Grêmio.