Hiltor Mombach

Balanço: Grêmio tem superávit e gasta R$ 150 milhões com o futebol

Os dados que seguem foram retirados do balanço do Grêmio.
O superávit foi de R$ 2.75 milhões.
Quadro Social: Em 31 de dezembro de 2017, o Clube possuía
91.348 sócios, representando um aumento de 10.926 sócios em
relação a 2016, o que corresponde a um incremento de 13,6%.
Com isto, a arrecadação do quadro social em 2017 foi de R$ 66,15
milhões, representando um aumento de R$ 14,96 milhões, que corresponde
a um incremento de 29,22%.
2017            2016
Venda / Empréstimos atletas....................... 76.796           17.902
Receitas patrimoniais .................................. 66.345           53.024
Receita de jogos de futebol.........................  476                      21
Receita de transmissão...............................  126.297            106.184
Publicitárias ..............................................  52.667                35.531
322.581              212.662
Ainda que tais resultados sejam louváveis, ainda
mostram a forte dependência de receitas extraordinárias, como as luvas de renovação do contrato de TV aberta que ocorreu em 2016 e a
venda de atletas no montante de R$ 72 milhões ocorrido em 2017.
Há de se reconhecer o sucesso nesta importante modalidade de receita
que é proveniente da formação e compra de atletas com consequente
venda, mas o clube precisa adequar suas despesas ao nível das re- ceitas ordinárias, para que, na falta das receitas extraordinárias, não
cause desequilíbrio substancial em suas finanças.
O custo da Atividade do Desporto que era R$ 197 milhões em 2016 aumentou para R$ 260 milhões, ou seja, um aumento de 32,2%, ficando 114% do orçado
suplementado.
O custo com o Futebol Profissional de R$ 150 milhões ficou em 99 % do orçamento suplementado, teve um aumento em comparação
com 2016 em 37%, que foi R$ 109 milhões.
Em dezembro de 2017 o clube apresentou um passivo total R$ 470 milhões diante de
uma receita total de R$ 341 milhões.
Apesar de ainda elevado nível de endividamento houve uma evolução expressiva na proporção passivo/receita,
que reduziu de 1,96 em dezembro de 2016 para 1,38 em dezembro de 2017.
O passivo com instituições financeiras reduziu de R$ 84 milhões para R$ 80 milhões. Em 2017 o clube desembolsou,
entre despesas bancárias, juros sobre empréstimos e financiamentos,
variações cambiais e serviços da dívida, inclusive tributária, o total de
R$ 49 milhões, ou seja, 14,3% de tudo que arrecadou de receitas
recorrentes, comparados a 20,2% em 2016.