Cometendo uma verdade exagerada diria que Alessandro Barcellos concorreu, e ganhou a eleição para presidente do Inter, como cavalo do comissário.
Há uma aberração nesta cogitação: como ele poderia ser eleito se a gestão Medeiros perdeu tudo que disputou?
A verdade exagerada é que Medeiros é o criador de de fato de Barcellos.
Como seu deu a ascensão de Barcellos?
Em 2017 como vice de Administração e Finanças de Medeiros.
Mas o nome de Barcellos só começou a aparecer na mídia depois de 13 de dezembro de 2019, como sucessor de Roberto Melo na vice presidência de futebol do Inter.
Quem desconhece totalmente a política do Inter poderá suspeitar que Medeiros, com esta atitude, pretendeu alavancar o nome de Barcellos para um dia ser presidente. Não pretendeu.
Errou mesmo e reconhece.
Como vice de futebol, Barcellos contratou 13 jogadores.
Rodinei, Saravia, Lucas Ribeiro, Matheus Jussa, Moisés, Musto, Boschilia, Marcos Guilherme, Thiago Galhardo, Abel Hernández, Leandro Fernández, Gustavo e Yuri Alberto.
Mas como e quando Barcellos virou Oposição?
Em 25 de setembro de 2020.
Quando foi demitido do cargo depois de uma aliança entre Academia Colorada, Convergência Colorada e Inove Inter para ser oposição ao Movimento Inter Grande (MIG).
Dois dias depois de mais uma derrota em Gre-Nal. Coincidência?
Barcellos tem vínculo com o PT.
Romildo Bolzan tinha com o PDT.
Era presidente do partido.
Foi eleito, ficará no cargo oito anos, e deu no que deu.
Um Grêmio no azul, superavitário, e com taça no armário e progatonista em todas as competições.
Alguém dirá que a rejeição ao PT é maior.
Neste caso, o ranço não começa pelo PT, mas por quem é contra.
